É incrível a quantidade de informações que cabe em um celular hoje em dia. E é incrível como nos tornamos dependentes deste aparelhinho. Da fuga estilo Missão Impossível do meu celular resultou provavelmente uma mudança nos rumos da minha vida. Pessoas que eu entraria em contato no próximo verão eu não mais encontrarei, imóveis que eu visitaria em breve para estudar a possibilidade de implantar um empreendimento eu não terei como localizar, o carro pelo qual eu talvez trocasse o meu ogromóvel eu não voltarei a ver... tudo isso em função da perda de um simples telefone.
A filha de um amigo falecido no ano passado havia enviado uma mensagem informando o novo número poucos dias antes da perda do meu celular, e eu havia prometido ligar para conversarmos. Não poderei cumprir esta promessa. Será que ela vai ligar novamente? Talvez o surgimento de uma nova amizade tenha sido impedido em função de um acidente tão prosaico. Quantas perdas por causa de um acontecimento tão fútil!
Algumas ilusões também foram pelo ralo junto com o aparelho, é claro. Alguns "amigos" que nunca me ligaram e cujos números estavam na minha agenda voltarão à condição de "conhecidos" com quem talvez eu tenha algum encontro casual. Mais ou menos o mesmo tipo de "amizade" daqueles perfis do Orkut que ficam lá pendurados sem que jamais troquem uma mensagem.
Quem diria que o impacto da perda de um simples telefone poderia afetar de tal maneira as perspectivas de evolução de um círculo social e mesmo de todo um planejamento de vida, fazendo uma pessoa tomar rumos outros tão diferentes? Há dez anos atrás isso seria raríssimo, há vinte anos isso seria inconcebível, hoje qualquer um está sujeito a ter os rumos de sua vida alterados por um celular perdido, por um HD invadido por um vírus ou pelo simples esquecimento de alguma senha de e-mail.
Estamos nos tornando perigosamente dependentes de parafernálias pouco confiáveis para definir e até para manter os rumos de nossas vidas. Alguma coisa está muito errada com a maneira que usamos a tecnologia.
A filha de um amigo falecido no ano passado havia enviado uma mensagem informando o novo número poucos dias antes da perda do meu celular, e eu havia prometido ligar para conversarmos. Não poderei cumprir esta promessa. Será que ela vai ligar novamente? Talvez o surgimento de uma nova amizade tenha sido impedido em função de um acidente tão prosaico. Quantas perdas por causa de um acontecimento tão fútil!
Algumas ilusões também foram pelo ralo junto com o aparelho, é claro. Alguns "amigos" que nunca me ligaram e cujos números estavam na minha agenda voltarão à condição de "conhecidos" com quem talvez eu tenha algum encontro casual. Mais ou menos o mesmo tipo de "amizade" daqueles perfis do Orkut que ficam lá pendurados sem que jamais troquem uma mensagem.
Quem diria que o impacto da perda de um simples telefone poderia afetar de tal maneira as perspectivas de evolução de um círculo social e mesmo de todo um planejamento de vida, fazendo uma pessoa tomar rumos outros tão diferentes? Há dez anos atrás isso seria raríssimo, há vinte anos isso seria inconcebível, hoje qualquer um está sujeito a ter os rumos de sua vida alterados por um celular perdido, por um HD invadido por um vírus ou pelo simples esquecimento de alguma senha de e-mail.
Estamos nos tornando perigosamente dependentes de parafernálias pouco confiáveis para definir e até para manter os rumos de nossas vidas. Alguma coisa está muito errada com a maneira que usamos a tecnologia.

4 comentários:
O que foi que eu disse!!???
Vc é um escritor e tanto !
Acho incrível a forma como articula as palavras! E tem mais, outra coisa que acho admirável em vc, é a forma inteligente como responde aos comentários indelicados (risos).
Me divirto lendo!
Ia me esquecendo, fico feliz pelo novo celular mas vê se dessa vez anote em uma agenda "de papel", telefones que não tenha como recuperar, dessa forma não terá que mudar o rumo de sua vida hehe...
Até mais!
( não pretendo ter orkut, então, nos falamos de vez em quando por aqui mesmo, certo?)
Cristiane.
Pô, faz um Orkut!
Olá São Dog,
vim curiosamente conferir teus posts ditos "polemicos" para alguns, a outros motivos de reflexão...o tom as vezes é duro, mas concordo que necessário.
mas essa do celula, ai fico me perguntando, e já começo a ter respostas...é necessário ser adepto
cada vez mais e mais de tecnologias? Eu estou a 4 anos sem celular, e tenho resistido muito a aderir novamente a isso.E me percebo mais livre, fluindo, deixando acontecer, sem criar ansiedades desnecessárias que esse tipo de tecnologia cria em seus adeptos, uma verdadeira "escravidão
tecnologica" e o uso de controle ( coleira eletronica) sob si mesmo e a outros. Viva a liberdade de não ter, mas a liberdade de ser.
Ana
Certo, certo..... Estamos a nos tornar dependentes da tecnologia...
Mas olha, vou comprar um nokia 5300 que é pra eu ter mp3, além do telefone em si, chamadas de vídeo, mensagens de texto, voz e imagem, câmera fotográfica.....
Aff... é verdade, estamos a nos tornar dependentes.....
Será que isso tem cura???
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