quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Ah, o amor!

Acabo de ver um pedacinho de um filme cujo nome não sei, mas que poderia ser resumido assim: um deus se apaixona por uma mortal, assim como ela por ele, mas a relação é impossível. Então ele se torna mortal por amor a ela, eles se encontram e vivem uma noite de amor. Na manhã seguinte ela é atropelada e ele a encontra agonizante, a tempo de um último adeus. Ela morre em seus braços. Ele então é visitado por um de sua antiga "espécie", que lhe pergunta: "se você soubesse que isso aconteceria, teria feito o que fez?" A resposta dele foi: "prefiro ter cheirado seu cabelo uma vez, tocado nela uma vez, beijado sua boca uma vez, a ter passado a eternidade sem isso."

Desliguei a TV, voltei para a frente do computador, e cá estou escrevendo enquanto lembro de cheiros, toques e beijos que me acompanharão por toda a eternidade. E lembro também de beijos que não aconteceram, mas que também estarão sempre comigo. Ah, que bem faz o amor para a alma, mesmo quando as relações terminam, mesmo quando elas nem começam, e que delícia é saber que amar é uma habilidade que não se perde, que ninguém pode nos tomar e que é incapaz de nos ferir!

6 comentários:

Unknown disse...

O nome do filme é Cidade dos Anjos. É tudo tão lindo em filme, não?

Sorry, os homens não me convencem e teu post não me comove.

Anônimo disse...

Lindo o que escreveu! Nem parece aquele "turrão" ...
Acredito que todos temos paixões que não se concretizaram e outras que nos feriram e percebe-se claramente que com vc não é diferente.
Enquanto alguns se frustram e se tornam amargos, vc parece lidar bem com isso...consegue até nos comover, embora a colega acima tenha dito o contrário.

E quero reforçar aqui o que deixei escrito no blog da Eula: vc me fez repensar muito sobre o amor de Deus e a forma como Ele pode se manifestar em nós.
Não sei exatamente o que vc pensa sobre Deus e Jesus Cristo, mas para mim são muito maior e mais poderoso do que eu possa imaginar e ainda não conheço nada dEles. Mas estou buscando conhecer. Até tenho direcionado minhas orações de forma diferente depois de certas coisas que vc disse.

Puxa! Era para ser só um comentário pequeno e acabei falando muito mais...

Um grande abraço!
Cristiane.

Unknown disse...

Oi,Arthur.
Realmente é muito lindo o que você escreveu.O amor não nos fere,ele deixa marcas.Que são as lembranças que sempre ficarão em nossa mente.Não acredito que você tenha escrito o texto querendo "comover" e sim fazer refletir.Muitas vezes não nos permitimos amar por medo de sofrer,mas só se aprende a amar amando.E até hoje não conheci nada melhor.Não é porque alguns homens tem a sensibilidade de um rinoceronte que todos são iguais.:)
Um abraço

Unknown disse...

Ai que liiiindo! Mulheres otimistas e românticas!!!

Comentários ótimos para provar minha teoria.

Arthur Golgo Lucas disse...

Respondendo na ordem cronológica:

Ingrid: quem são "os homens"? Gandhi e Hitler? Jesus Cristo e Vlad, o Empalador? São Francisco de Assis e Átila, o Huno? Acho meio difícil generalizar "os homens". Se eu generalizasse "as mulheres são todas xxxxxxx", que palavra ou expressão serviria igualmente para ti, para tua melhor amiga, para tua pior rival, para Madre Teresa de Calcutá, para Lorena Bobbit e para Margaret Tatcher simultaneamente?

Quanto a te comover ou não... bem, aí é uma questão bem pessoal mesmo. Tem gente que chora ao ver o sorriso de uma criança, tem gente que violenta e mata crianças sem o menor drama de consciência. Existe uma grande diversidade neste mundo imenso sem porteira. Eu sou do time dos românticos. ;-)

Só quero saber no que raios o que as outras comentaram encontraste algum suporte para tua teoria...

Cristiane: é, eu sei que eu sou um docinho! :-) Mas eu estava falando de amor, não de paixões, há uma diferença aí. Algumas pessoas por quem eu estava apaixonado e que eu amava me feriram, mas por causa da minha paixão, não por causa de meu amor.

Deus é "um cara" legal, e o filho dEle barbudão e com jeito de hippie também, além de ter um bom humor do outro mundo... :-) Não acho que devemos temê-los, como não acho que deveríamos temer quem quer que nos ame, e isso é o que Eles fazem melhor. Suponho que o melhor que possamos fazer seja estabelecer uma relação íntima com Deus, amorosa e de confiança, como a que gostaríamos de estabelecer com nossos pais ou nossos filhos.

Sheila: a marca do amor é indelével, enquanto a da paixão é fugaz. Mas eu já conheci homens e mulheres com a sensibilidade de um rinoceronte, não vejo muita diferença entre os sexos nesta área. E já conheci pessoas de ambos os sexos capazes de se comover com o desabrochar de uma flor.

Unknown disse...

Se tu não vê fundamento no meu argumento, é uma pena, mas existe sim. Só não vou ficar aqui me explicando. Agora preciso estudar porque tô atolada de coisa até o pescoço, mas quem sabe mais tarde isso não rende um post lá no limite?