Makoto Sekido nasceu e cresceu no Japão, mas desde criança acalentava um sonho: tornar-se um cowboy e participar de rodeios. Aos 22 anos deixou a universidade e partiu em busca do sonho, viajando até o Texas para aprender a moontar um touro bravo. Não dispunha, entretanto, de recursos abundantes, e necessitava trabalhar nove meses por ano no Japão para poder viajar e passar os três meses seguintes no Texas. Fez isso por seis anos seguidos, e durante todo este período sua noiva- que dizia amá-lo imensamente, "a ponto de não conseguir largá-lo apesar de sua loucura" - não desejou acompanhá-lo nem sequer assitiu uma única de suas apresentações.
Ao final deste período, ela exigiu dele que escolhesse entre ela e os rodeios. A atitude de Makoto foi ponderada: levou-a para casarem-se no Texas, em uma arena de rodeio. Seus padrinhos de casamento foram o casal texano que acolhera Makoto e praticamente o adotou durante seus vários anos perseguindo seu sonho. Depois disso, porém, Makoto teve de "assumir o papel de marido" e abandonar seu sonho. Previsivelmente, sua frustração se tornou aparente.
No ano seguinte, Makoto pediu à noiva que o acompanhesse mais uma vez ao Texas, para um último rodeio. Ele queria pelo menos conseguir uma vez montar um touro por oito segundos, o que nunca havia conseguido por não poder treinar adequadamente. Para livrar-se de uma vez por todas da "loucura" do marido, ela aceitou, e os dois passaram alguns meses no Texas, com Makoto treinando diariamente.
O grande dia chegou, e Makoto havia treinado bastante. No sorteio dos animais, recebeu um touro de nota alta, o que significava que poderia atingir uma excelente pontuação e receber um bom prêmio em dinheiro se conseguisse permanecer oito segundos sobre o touro. Corcoveando e debatendo-se, porém, o animal acabou por chocar-se contra a cerca do rodeio, e Makoto também bateu contra a cerca e caiu aos sete segundos e meio. Sua expressão de frustração era evidente, mas a noiva de Makoto sorria na arquibancada. Finalmente poderia passar-lhe a coleira no pescoço e montar nele como um animal devidamente amestrado.
O documentário da National Geographic termina sem entrevistar Makoto após seu derradeiro fracasso. Duvido que fosse necessário fazer-lhe uma única pergunta depois de ver sua expressão após a queda. Mas as perguntas que não querem calar em minha mente são:
- Após tantos anos de esforço e tendo finalmente chegado tão perto de seu objetivo, alguém que realmente amasse este homem não deveria estimulá-lo a lutar mais um pouquinho por seu sonho?
- Conseguirá este homem algum dia ser feliz neste casamento?
Ao final deste período, ela exigiu dele que escolhesse entre ela e os rodeios. A atitude de Makoto foi ponderada: levou-a para casarem-se no Texas, em uma arena de rodeio. Seus padrinhos de casamento foram o casal texano que acolhera Makoto e praticamente o adotou durante seus vários anos perseguindo seu sonho. Depois disso, porém, Makoto teve de "assumir o papel de marido" e abandonar seu sonho. Previsivelmente, sua frustração se tornou aparente.
No ano seguinte, Makoto pediu à noiva que o acompanhesse mais uma vez ao Texas, para um último rodeio. Ele queria pelo menos conseguir uma vez montar um touro por oito segundos, o que nunca havia conseguido por não poder treinar adequadamente. Para livrar-se de uma vez por todas da "loucura" do marido, ela aceitou, e os dois passaram alguns meses no Texas, com Makoto treinando diariamente.
O grande dia chegou, e Makoto havia treinado bastante. No sorteio dos animais, recebeu um touro de nota alta, o que significava que poderia atingir uma excelente pontuação e receber um bom prêmio em dinheiro se conseguisse permanecer oito segundos sobre o touro. Corcoveando e debatendo-se, porém, o animal acabou por chocar-se contra a cerca do rodeio, e Makoto também bateu contra a cerca e caiu aos sete segundos e meio. Sua expressão de frustração era evidente, mas a noiva de Makoto sorria na arquibancada. Finalmente poderia passar-lhe a coleira no pescoço e montar nele como um animal devidamente amestrado.
O documentário da National Geographic termina sem entrevistar Makoto após seu derradeiro fracasso. Duvido que fosse necessário fazer-lhe uma única pergunta depois de ver sua expressão após a queda. Mas as perguntas que não querem calar em minha mente são:
- Após tantos anos de esforço e tendo finalmente chegado tão perto de seu objetivo, alguém que realmente amasse este homem não deveria estimulá-lo a lutar mais um pouquinho por seu sonho?
- Conseguirá este homem algum dia ser feliz neste casamento?

5 comentários:
Oi,Arthur.
Se a noiva realmente o amasse,ela não o faria desistir do seu maior sonho.Impondo como condição para que eles se casem. Ela teria acompanhado Makoto ao Texas durante todos esses anos,o incentivando a treinar e acompanhando as suas apresentações.O amor é cumplicidade,você quer fazer parte da vida da pessoa amada e vê-la feliz.O amor não é egoísta,não tenta castrar ninguém.Sinceramente não acredito que Makoto seja feliz no casamento.Ele será um homem frustrado,quando houver alguma briga mais séria entre eles.Com certeza ele jogará na cara da esposa que abriu mão do seu maior sonho por causa dela.
Oi, Sheila!
Não escrevi isso no artigo, mas sabe qual era o sonho da esposa de Makoto? Ser dona de casa, ter filhos e cuidar deles. Ou seja: nada incompatível com o sonho do marido, com um pouco de boa vontade. Por isso mesmo não entendo a atitude dela, e menos ainda a dele ao se submeter.
Arthur
Olá
Eu acho que a esposa dele deveria estimulá-lo sim.
Acho que ninguém que realmente ama de verdade se alegra com a perda de um sonho do ser amado, ou então com a tristeza de uma decepção.
Penso que no fundo, ela achava isso tudo e que seu desejo era que realmente isso acontecesse.
Pode parecer estranho, mas não acho que ela ficaria com ele, caso ele se tornasse um cowboy famoso.
Acho que existem pessoas que ficam felizes com o fracasso dos outros, pois apenas assim se sentem melhores do que eles.
Abraços
Alessandra
Oi, Alessandra!
Eu conheço gente assim como falas. Pelas entrevistas não me pareceu ser o caso dela, tive a impressão apenas de que ela não se importava.
O que eu acho maluco é que o sucesso de quem é importante para mim também é importante para mim, não entendo como pudesse ser diferente.
Volta sempre!
Abraços!
Japanese people .. Difícil entendê-los ... A cultura é diferente ... Ele também se sentia pressionado a conseguir concluir seu sonho de infância, há tantas formas de ver essa história. Há tantos pontos de vista.
O mais importante é conseguir enxergar que Makoto San, mesmo não tendo conseguindo seu objetivo final de permanecer 8 segundos em cima do touro, ele FOI em busca do seu sonho e SIM pode se orgulhar de não fazer parte da grande maioria q só fica parado e não percebe sua própria vida se esvaindo enquanto assiste a vida dos outros da poltrona da sala pela televisão, se é que me entendem, a lição nesse documentário é essa. Se compreender de onde ele veio e o quão grande foi o salto que ele deu atravessando o pacífico para seguir seu sonho de infância, poderia usar isso para se mexer e começar a ir atrás de seus sonhos também.
Recentemente vi um documentário no youtube sobre esteróides anabolizantes, uma família em que 2 dos 3 irmãos faziam uso dessas drogas, no desenrolar percebe que o que eles estão fazendo é ir atrás dos respectivos sonhos (trapaceando lógico) mas o que importa é que mostra um outro pont de vista o cara tentou de tudo, mas passou da idade de competir, no final consegue com o uso de esteróides (coisa que sempre usou) e mesmo porque já tinha passado da hora não poderia perder para os mais jovens que estavam começando, Já no caso do Makoto soube a hora que tinha que parar, não foi esposa nem pressão da sogra pq queria ter netos, foi ele, ele já tinha ido tão longe qto o tamanho de seu sonho.
Eu gostei do documentário porque mostra exatamente isso. É lógico que é manipulado para parecer mais dramático e "romântico" do que realmente é afinal é televisão né ?
Mas mesmo assim fica a lição, não importa o tamanho dos obstáculos e nem da decepção ou glória no final o que importa é provar que nada pode te impedir de ir atrás dos seus sonhos.
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