domingo, 22 de julho de 2007

Batalha de egos e nepotismo roubam o ouro da seleção masculina de vôlei

Não, ainda não aconteceu. É meu exercício de futurologia. Mas, se a seleção brasileira de voleibol não conquistar a medalha de ouro no Pan, o motivo já estará identificado: a dispensa do melhor jogador do mundo em favor do filho do treinador.

No meio da pior crise aérea da história do país, com cerca de 50% dos vôos do país inteiro sofrendo atrasos, a explicação de que o atraso foi uma "gota d'água" é mentira. A prova maior é que o atleta não tinha reservas de hotel em seu nome nem sequer havia sido confeccionado um uniforme com seu nome.

O filho do treinador declarou o seguinte: "Estou no grupo há bastante tempo. Se estou aqui esse tempo todo é porque algo de bom eu tenho." Sou obrigado a concordar com ele: ser filho do treinador é realmente algo de bom.

Mesmo que tudo que o treinador falou fosse verdade - e o critério mais elementar de plausibilidade desautoriza esta interpretação - seria o momento de alguém lembrá-lo do famoso ditado: "à mulher de Cesar não basta ser honesta, é necessário também parecer honesta".

Lamentável.

Nenhum comentário: